Estatísticas monetárias e de crédito

I - Operações de crédito do sistema financeiro

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$3.066 bilhões em janeiro, com reduções de 0,8% no mês e de 0,3% em doze meses (-1% e -3,9%, nas mesmas bases de comparação, em janeiro de 2017). A evolução mensal refletiu a redução sazonal do crédito às empresas, saldo de R$1.408 bilhões (-2,3%), enquanto as operações às pessoas físicas prosseguiram em crescimento (+0,5%, para R$1.658 bilhões). A relação crédito/PIB decresceu para 46,6% (48,8% em janeiro de 2017).

A carteira com recursos livres alcançou R$1.568 bilhões (-1% no mês e +2,3% em doze meses). O crédito a pessoas jurídicas declinou 3,2% no mês, para R$710 bilhões, destacando-se a redução sazonal nas operações de capital de giro e nas modalidades diretamente vinculadas à atividade mercantil: desconto de duplicatas, antecipação de faturas de cartão, compror. Nas operações com pessoas físicas, o saldo cresceu 0,8% no mês, para R$858 bilhões, refletindo aumentos em cheque especial, consignado e financiamentos para aquisição de veículos.

O crédito direcionado totalizou R$1.498 bilhões (-0,5% no mês e -2,8% em doze meses), comportamento determinado pela retração na carteira de empresas (-1,4% no mês, para R$698 bilhões), notadamente nos financiamentos do BNDES, que, além da redução nas contratações, refletiu também a apreciação cambial. No segmento de pessoas físicas, saldo de R$800 bilhões (+0,3%), a variação foi determinada pelas carteiras rural e imobiliária com taxas reguladas.

No crédito às empresas, observou-se retração em todos os setores econômicos, a exemplo do comércio (-4,2%, para R$242 bilhões) e indústria de transformação (-2,3%, para R$357 bilhões). No crédito classificado por regiões, incluindo operações com famílias e empresas, as quedas mais significativas ocorreram nas regiões Sudeste (-1,2%, para R$1.599 bilhões) e Sul (-0,8%, para R$561 bilhões).


Taxas de juros e inadimplência

Em janeiro, o custo médio das operações de crédito ativas, aferido pelo Indicador de Custo do Crédito (ICC), alcançou 21,5% a.a. (+0,1 p.p no mês e -1,5 p.p em doze meses) Nas operações com recursos livres, o indicador situou-se em 34,8% a.a. (+0,4 p.p. e -4,2 p.p., respectivamente), enquanto em recursos direcionados, manteve-se em 8,9% a.a.

spread do ICC, que corresponde à diferença entre o ICC e o custo de captação médio das operações ativas na carteira de crédito, alcançou 14,3 p.p. (+0,2 p.p. no mês e -0,5 p.p. em doze meses), situando-se em 25,8 p.p. no crédito livre (+0,5 p.p. e -2 p.p, nos mesmos períodos) e permanecendo em 3,5 p.p. no crédito direcionado.

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro contratadas no mês, incluindo recursos livres e direcionados, situou-se em 26,3% a.a. em janeiro, com elevação de 0,7 p.p. no mês (-6,6 p.p. em doze meses). O custo médio atingiu 41,1% a.a. no crédito livre (+0,8 p.p. no mês) e 9,5% a.a. no direcionado (+0,4 p.p. no mês).

Nas contratações com pessoas físicas, a taxa de juros média situou-se em 32,3% a.a., com aumento de 0,4 p.p. no mês e contração de 9,9 p.p. em doze meses. Nas operações com recursos livres, a taxa média subiu 0,7 p.p., para 55,8% (cheque especial: +1,7 p.p.; crédito pessoal não consignado: +9,3 p.p.), enquanto no crédito direcionado, aumentou 0,2 p.p., para 8,2% a.a. (imobiliário: +0,3 p.p.).

No segmento de pessoas jurídicas, a taxa média atingiu 17,6% a.a. (+0,7 p.p. no mês e -3,6 p.p. em doze meses). Na carteira livre, aumento de 0,7 p.p., para 22,3% a.a. (desconto de duplicatas: + 3,4 p.p.; capital de giro: +0,9 p.p.). No segmento direcionado, elevação de 0,9 p.p., para 11,7% a.a. (financiamentos para investimentos do BNDES: +1,2 p.p.).

spread bancário, referente às operações com recursos livres e direcionados contratadas no mês, alcançou 19,8 p.p. em janeiro (+0,9 p.p. no mês e -4,1 p.p. em doze meses), refletindo elevações dos spreads no segmento livre (+1,1 p.p. no mês, para 32,9 p.p.) e no direcionado (+0,5 p.p., para 4,8 p.p.). No crédito às famílias, o spread situou-se em 25,9 p.p. (+0,6 p.p. no mês), enquanto no segmento de empresas, 10,8 p.p. (+0,9 p.p. em janeiro).

A taxa de inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, referente à participação dos saldos com atrasos superiores a noventa dias, alcançou 3,4% em janeiro (+0,2 p.p. no mês e -0,3 p.p. em doze meses). A inadimplência no crédito a pessoas físicas situou-se em 3,7% (+0,2 p.p. no mês) e no crédito a pessoas jurídicas, em 3,0% (+0,1 p.p. no mês).


II - Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária atingiu R$277,1 bilhões em janeiro, com redução mensal de 1,8% e crescimento de 6,4% em doze meses. A variação mensal resultou da retração de 3,2% no papel-moeda emitido e do aumento de 6% nas reservas bancárias, que ainda refletem o aumento sazonal na demanda por moeda em dezembro.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se as operações com títulos públicos federais, com impacto contracionista de R$27,6 bilhões (vendas líquidas de R$88,1 bilhões no mercado secundário e resgates líquidos de R$60,5 bilhões no mercado primário) e as operações do Tesouro Nacional, que provocaram expansão de R$3,1 bilhões.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) totalizou R$341,1 bilhões em janeiro, ao registrar decréscimo de 4,7% no mês, correspondente às evoluções negativas de 6,9% nos depósitos à vista e de 3% no papel-moeda em poder do público. Em doze meses, o M1 cresceu 4,8%.

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao saldo do M1 de final de mês, acrescido de depósitos de poupança e títulos emitidos por instituições financeiras, registraram retração mensal de 1,4% em janeiro, totalizando R$2,4 trilhões. Esse resultado decorreu dos declínios de 10,1% no M1 e de 0,2% nos títulos (saldo de R$1,4 trilhão), apesar do avanço de 0,9% nos depósitos de poupança (R$726 bilhões). No mês, ocorreram resgates líquidos de R$5,2 bilhões na poupança e R$5,9 bilhões em depósitos a prazo.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, apresentou expansão de 0,5% no mês, totalizando R$5,8 trilhões, reflexo das elevações de 1,6% nas quotas de fundos de renda fixa (saldo de R$3,3 trilhões) e de 10,7% nas operações compromissadas (R$101,7 bilhões). O M4, conceito que acrescenta ao M3 os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevação de 0,4% no mês e de 8,3% nos últimos 12 meses, totalizando R$6,6 trilhões.

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